Ações da Petrobras (PETR4, PETR3) disparam com alta do petróleo e nova recomendação da Morgan Stanley

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As ações da Petrobras (PETR4, PETR3) registraram uma forte alta devido ao aumento no preço do petróleo e à elevação da recomendação dos ADRs pela Morgan Stanley.

Uma série de fatores impulsionou as ações da Petrobras (PETR4), que dispararam mais de 5% na sessão desta segunda-feira (26). Além da alta superior a 2% no preço do petróleo, a Morgan Stanley revisou sua recomendação para a estatal, elevando-a para “overweight” (compra), com um preço-alvo de US$ 20 até 2025. Isso representa um potencial de valorização de 38% em relação ao último fechamento.

No relatório, os analistas Bruno Montanari, Thiago S. Casqueiro e Carlos F. Moraes destacam que a tese de investimento na Petrobras (PETR4) continua fortemente ligada ao pagamento de dividendos. Eles estimam que a empresa pode distribuir até US$ 7 bilhões até 2025, e, considerando esses dividendos, as ações poderiam oferecer um retorno total de 60%.

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Os analistas observam que as ações da Petrobras caíram 17% desde o pico no início de 2024 e permaneceram estáveis nos últimos cinco meses, apesar da alta volatilidade. Eles acreditam que a mudança na gestão, com a chegada da nova CEO Magda Chambriard em junho após a saída de Jean Paul Prates, poderá reduzir essa volatilidade ao longo do tempo.

A Morgan Stanley também avalia positivamente as mensagens da nova administração, que sugerem uma continuidade na estratégia de investimentos responsáveis e distribuição de dividendos, desde que haja caixa disponível. A estatal tem um robusto plano estratégico para 2024-2028, que prevê investimentos de US$ 102 bilhões, um aumento de 31% em relação ao ciclo anterior.

Os analistas enfatizam que a Petrobras possui alguns dos melhores ativos petrolíferos offshore do setor, com alta produtividade e baixos custos de Capex e produção. Eles projetam um rendimento de fluxo de caixa livre (FCF) de 22% para 2024 e 23% para 2025, significativamente acima da média dos principais estoques de petróleo, que é de 7% em 2024 e 11% em 2025.

Embora haja riscos associados a uma geração de caixa tão alta, como fusões e aquisições e contingências fiscais, a Morgan Stanley não espera que esses riscos comprometam de forma significativa o fluxo de caixa livre ou os dividendos, mantendo a atratividade dos rendimentos da Petrobras.

Petrobras: Governança Corporativa em Xeque?

O banco destaca que, desde a Lava Jato, que expôs esquemas de corrupção e drenou recursos da Petrobras, a empresa elevou seu nível de governança corporativa a padrões globais elevados. A implementação da Lei das Estatais, que restringiu a nomeação de políticos para cargos técnicos, foi um passo importante nessa direção. No entanto, a recente nomeação de Magda Chambriard trouxe algumas preocupações.

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De acordo com uma reportagem da Folha de S.Paulo, houve uma grande reestruturação no segundo escalão da estatal, resultando na troca de 17 gerências-executivas — o último nível técnico antes da diretoria. Dentre os novos ocupantes desses cargos, quatro vêm de fora da empresa, sendo três associados à Federação Única dos Petroleiros (FUP) e um ao Partido dos Trabalhadores (PT), conforme destacado pelo jornal.

A Morgan Stanley acredita que, apesar dessas mudanças, não haverá uma ruptura significativa nos padrões de governança da Petrobras. Contudo, o banco adverte que se alterações substanciais continuarem a ocorrer, isso poderia representar um risco para a disciplina de capital e a criação de valor para os acionistas, o que poderia levar a uma revisão da posição otimista da instituição em relação aos retornos totais da empresa.

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